9/1/2009
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Meu testemunho... |
Marcus / São Vicente-SP
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Já está tarde, mas eu faço questão de deixar meu testemunho, com minha experiência e vou tentar ser o mais breve possível....
Passei pelas mais diversas religiões antes de chegar ao adventismo, dentre elas: diversas denominações evangélicas, catolicismo, umbanda, candomblé, e quando conheci meu amigo que seria meu instrutor bíblico, estava frequentando uma Igreja batista, mas era totalmente inteirado com todo tipo de literatura e cultura ocultista. Eu era um vocalista de uma banda de rock, formada com meus 4 melhores amigos e meu sonho era ficar famoso. E eu sabia que não estávamos longe disso. Eu tinha 19 anos e estava cansado de procurar Deus, até que desisti. E foi neste momento, que Ele me achou.
As circunstâncias fantásticas me levaram a conhecer um músico adventista que me ofereceu estudos, e por achar que não tinha nada a perder, aceitei. Começamos a estudar, e não foram necessários 8 estudos para que eu visse que a IASD tinha a verdade. Após fugir e relutar, tomei a decisão, e sem apelos emocionais, sem choradeira, sem nenhum tipo de recurso a não ser um estudo simples e o poder convincente do Espírito Santo, por conta própria fui à Igreja, batizei-me e tornei-me membro.
Não demorou muito e eu comecei a notar algumas coisas, digamos assim, estranhas. As pessoas não falavam a mesma coisa sobre diversos assuntos: alimentação, recreação cristã, mesmo a guarda do sábado era um ponto controverso. Isso me levou a entrar de cabeça nos livros do Espírito de Profecia. Estudei a fundo, e comecei a perceber que a Igreja tinha uma mensagem mais poderosa do que eu imaginava, mas que infelizmente, não estava vivendo nem um terço desta mensagem. Decidi que viveria o que Deus ensinava, e não demorou muito e comecei a ser chamado de fanático, extremista, "bitolado", e outros nomes mais. Deixei 2 empregos por princípios, por não aceitar transgredir mandamentos por dinheiro, e muitos que deveriam me apoiar, só aumentaram as acusações. Ser perseguido por causa da verdade pelo mundo, a gente entende. Mas eu estava sendo perseguido dentro da Igreja. Isso me fez entrar "em parafuso". E pouco a pouco, eu comecei a me adequar ao sistema, sem perceber.
Em 2008, quando eu tinha dois anos de adventismo, comecei a trabalhar na Polícia. Tudo ia bem, até que eu comecei a enfrentar problemas relacionados a princípios novamente. E desta vez, o que mais me apavorava é que eu, diferente dos outros dois empregos, SIMPLESMENTE NÃO CONSEGUIA TOMAR ATITUDE ALGUMA! Sabia que estava errado, sabia que estava perdido. O Espírito Santo apelava, mas EU SIMPLESMENTE NÃO CONSEGUIA FAZER NADA! Entrei em depressão profunda! Tudo tinha perdido o sentido pra mim. Ir a Igreja tornou-se uma tortura, eu chegava a passar mal no momento do Culto Divino, morrendo de vontade de ir embora. Sentia-me totalmente indigno. Foi um período simplesmente horrível. Pouquíssimas pessoas sabiam do que acontecia. E eu, no fundo, sabia que não suportaria durante muito tempo aquele conflito de consciência. Eu tinha de escolher. Mas faltavam forças, e eu não entendia o porquê. E isso acabava comigo.
Comecei a pesquisar a Bíblia, e decidi por conta própria, entrar num período de 40 dias de jejum. Era tudo ou nada. 40 dias na montanha com Deus. Comunhão intensa, nada de TV, enfim, comecei a cortar algumas coisas. Nesse meio tempo, o CD com o aúdio das palestras da "Guerra dos Sentidos" chegou nas minhas mãos. Quando ouvi o conteúdo, cheguei a chorar, mas não sei explicar porque. Tudo o que sei é que as minhas perguntas de quase três anos de adventismo foram respondidas. Entendi a falta de unidade e a mornidão da igreja. E entendi porque eu estava fraco. Eu havia entrado no sistema para me adequar, e sem perceber minei minha vida espiritual. Eu, que já estava em jejum, intensifiquei ainda mais. Não demorou uma semana. Orei a Deus, pesquisei a fundo o Espírito de Profecia, e fiz o que devia fazer. Procurei meu superior hierárquico, expliquei a situção, e pedi demissão.
Sabe, eu sempre tive desejo de ser missionário. Cheguei a ser colportor com 6 meses de adventismo, mas o secularismo com o qual a obra tem sido tratada me fizeram abandoná-la. Eu entrava nos sites da Igreja que chamam missionários, mas as exigências eram muitas, e eu comecei a ficar desgostoso, por isso procurei ocupações seculares. Após muita oração e comunhão, percebi que Deus me tratou um pouco como Jonas e um pouco como Ló, porque em meu comportamento havia um pouco dos dois. Ao sair da Polícia, decidi que não iria mais fugir. Falei com Deus que estava saindo, mas que saía pra aceitar de uma vez o chamado, e queria que Ele me conduzisse dali pra frente.
Irmãos, hoje eu tenho vivido feliz. Deus tem me conduzido, e eu não sei com todos os detalhes para onde Ele está me levando, o que sei que é eu quero ir, não estou fugindo, e dia após dia, tenho vencido fraqueza após fraqueza. Em todo lugar onde sou chamado pra pregar, falo a respeito do que Deus tem feito por mim e continua fazendo, e tenho incentivado muitas pessoas, com amor, a viver uma reforma de vida, e a se decidirem REALMENTE por Cristo. Não vou negar que, se antes me achavam fanático, agora, mais ainda. Esta mensagem põe o caráter das pessoas à prova. Ninguém consegue ficar neutro: ou aceita ou rejeita. E pessoas têm se levantado contra ela. Por outro lado, pessoas também se levantam a favor dela, e mais do que nunca, percebo a Igreja se dividindo e o terreno sendo preparado para a chuva serôdia, o Alto Clamor e a Volta de Jesus. E eu quero estar pronto para este momento. Sei que não vai ser fácil, mas eu quero, pelo poder de Cristo, pagar o preço, e ser vitorioso junto com esta Igreja naquele dia.
Daniel Spencer e família, muito obrigado por aceitarem o chamado de Deus. Obrigado também pela recepção carinhosa, vocês são pessoas muito especias. O exemplo de vocês continua falando alto no meu coração. A entrega e a abnegação de vocês tem libertado almas deste ciclo vicioso de mornidão que vivemos. Libertou a mim. E eu aprendi que, quando nos dispomos e nos entregamos, Deus faz o resto e almas REALMENTE, DE FORMA PRÁTICA, podem ser salvas pelo nosso trabalho com Cristo.
Estou continuamente orando por vocês e pelo vosso trabalho. Deus vos abençôe, ou melhor, CONTINUE abençoando ricamente.
Um forte abraço,
Marcus. |
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